Olá pessoal, tudo bem?
Espero que sim!
Hoje quero falar sobre nossos medos, os terrores que nos submetem ao sombrio mundo onírico dos pesadelos. E Todos, crentes, atéus, héteros, homossexuais, brancos, negros, magros, gordos, loiros, morenos... (os rótulos são propositais, para que se perceba que todo ser humano é igual em determinados momentos, e compartilham das mesmas coisas... ) sem exceção, possuem algo do qual morrem de medo, o mostro debaixo da cama, ou dentro do armário.
E para que nos possam acompanhar na leitura desse texto que escrevo sem roteiro, apenas escrevo porque sinto que o devo, pois tais palavras e pensamentos surgem do nada, e quando vem, desejam ser compartilhados, trago aos ouvidos de vocês uma banda que conheci a pouco tempo e me convenceu com sua originalidade e excentricidade. Of Monsters and Men (ocasionalmente abreviado por OMAM) que é uma banda de Folk rock formada na Islândia em 2010 composta pelos islandeses Nana Bryndís (vocal e violão), Ragnar "Raggi" Þórhallsson (vocal e violão), Brynjar Leifsson (guitarrista), Arnar Rósenkranz Hilmarsson (baterista) e Kristján Páll Kristjánsson (baixo). A banda foi formada após um projeto solo da vocalista, chamado Songbird, que depois recrutou os outros integrantes da banda.
...
Existe um
infinito inteiro em nossa mente, que é composto pelo universo
de neurônios, que perpassam pela nossa massa cinzenta e nos fazem ser
quem somos. É desse infinito universo em nossa mente que surgem todas as
criaturas existentes em nosso mundo, sendo a maior delas Deus. E tendo nós,
aceitado Deus, aquele que concebemos como nosso antecessor a todas as coisas, o
ser onibenevolente, onipotente e onipresente, percebe-se (poucos) que somos
mais do que apenas biologia viva, somos criadores de qualquer coisa, inclusive
um Deus. E uma consequência direta disso foi o surgimento penoso de um outro
Deus. O medo.
Todo ser humano possui sua liberdade de escolha, o livre arbítrio (um conceito que acho deve ser mudado, já que acredito não existe de fato uma liberdade de escolha, a partir do momento de que dependendo da sua escolha, haverá um julgamento dizendo se isso pode ou não pode... ) que nos permitem seguirmos o caminho que desejarmos. No entanto existe um ser em nossa mente que nos prende onde estamos, e o seu nome é Medo. O medo de se arrepender, o medo de estar errado, o medo de ser julgado, o medo de fracassar, o medo de ser o que se é de verdade, o medo dos outros, o medo de si, o medo de tudo! E é ele que nos move a fazer escolhas, muitas delas erradas, muitas delas certas (para aqueles que mesmo com medo, enfrentam seus temores) e criam as suas personalidades, dão grito a sua voz, revelando os caminhos e encruzilhadas para os outros que ainda se encontram parados com medo de se mover. Pois para cada escolha feita, uma estrada será construída, uma estrada de terra, onde corpos se decompõem e seus ossos se fossilizam com o passar dos anos, corpos esses, quais sempre nos lembraremos enquanto vagarmos pelo mundo, seus fantasmas estarão sempre em nossos ombros, sussurrando, cochichando. Medo sempre estará conosco, até o fim dos tempos.
Por tanto meus caros amigos, sem querer enfatizar muito nesse assunto, concluo que o medo que sentimos esteve conosco desde o dia em que nascemos, quando choramos ao ser tirado das entranhas de nossa progenitora e jogados sem nosso consentimento em um mundo como esse. Não pedimos pra nascer, mas não desejamos morrer, fomos criados e por tal merecemos estar vivos e enfrentando Medo onde quer que estejamos, já que ele é como um órgão tão cinzento como nosso cérebro infinito.
Por fim, aceitem que sentir medo é natural, não se sintam menos porque acham que outros não o possuem, pois Medo sempre estará lá, assim como o deus que criamos, ele é carne viva que range a madeira da nossa casa, que nos visita em sonhos e nos diz, em sua solidão e melancolia, que não somos capazes, não para nos colocar pra baixo, mas para nos impulsionar a enfrenta-lo. Então não devemos interferir em seu agir, cada um deve enfrenta-lo a sua forma.
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